
Antes de mais nada, gostaria de saudar meu colegas pelas postagens até então visualizadas no Blog. Deveras, essa união despropositada fez surgir algo bastante interessante e de alto nível. Minha primeira postagem...ansiava por este momento! Tanto que quis adiantá-lo. É que hoje não venho fazer críticas, análises ou homenagens a um mundo concreto. Talvez me desse melhor num mais subjetivo que o aparente. Publico cá algo que já publiquei noutro site que tenho. Prometo não ser tão individualista e pouco exclusiva nas próximas vezes e não quero parecer prepotente nesta, mas não vi nada que me expressasse melhor que algo que eu mesma criei. O blog em questão (momento merchandising) é composto por mim e outras duas pessoas cujo talento exalto sem dó. Para quem tiver vontade de apreciar uma modesta associação de poetas amadores, deixo aqui o link: http://almasnoctivagas.blogspot.com/
À mercê de suas opiniões, lá vai:
GIRASSÓIS SOMBRIOS
Dá-me os tons de tua existênciaTão só pela sombra de tuas palavras não proferidas
No prospecto de um silêncio plurissignificativo,
Que na abrangência do som que emitirias
Entoaria a voz de minhas lágrimas secas.
Todavia, é da cor dos olhos
Da cor de que pintei os meus sentidos
O sorriso ocre que estampo sem mais.
Não é no que sou que resguardo á fé de não temer o que serei,
E temo.
Não é no que quero que baseio a luta por meus objetivos,
E não espero.
Costurei na boca de meus sapos a relutância de meus seres,
Deixei de me ter pelo delírio inexprimível da divina insânia profana
E encontrei graça em companhia de outros sorrisos.
De olhos menos profundos,
De contradição menos aparente,
De perturbação mais inexplicável.
A diante, talvez perca a motivação de minha pena,
Como me parece ter ocorrido.
Talvez volte atrás nalgumas decisões,
Veja ou não resistir à geografia e à desobediência.
Mas me já extasio tão só com o espetáculo do fogo que ateei.
Da luz que emite em meios-tons da noite
E do cádmio vivo de meus girassóis que crescem na sombra.
Mais ainda pela tonalidade das cinzas,
Que se não dispersam...
Das queimaduras não superficiais,
Fá-las-ei sanarem-se.
Não desprovidas das cicatrizes com que presentearei olhos saudosistas.
Com efeito, que fiz mais intenso o adeus
Do que a distância que me separará.
É que o mesclado de meus sonhos ociosos
Evacua o ventre infecundo de idéias,
E tão somente me permitem restaurar das chamas parte do que levarei comigo.
Disto a pedaços da transitoriedade inerente às barras de ferro em torno de mim
Que fiz derreter com o calor,
E me motivo só pela ânsia de provar da transformação dos amores,
De todos os meus.
A imagem acima deveria figurar o cabeçário da poesia, mas minha luta de formatação foi em vão. O quadro é também de minha autoria.
grata pelo espaço,
Tati.
2 comentários:
Tati hein?! olha só que menina talentosa! adorei a tela.
p.s.: vocabulário deveras polido, minhas congratulações ;D
muitíssimo agradecida pela parte que me toca...(rsrsrsrs)
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