terça-feira, 18 de março de 2008


Saudações cincãoenses a todos! *Façam o cumprimento!

Com a produção efusiva de posts interessantes no blog, venho iniciar a sessão pipoca e chocolate quente do mesmo. No período pós-Oscar em que nos encontramos - pré-temporada de novos bons filmes - resolvi começar com um concorrente à estatueta que não conseguiu vencer a sagacidade dos irmãos Cohen: Desejo e reparação (Atonement).

Pra começar, já fui ao cinema com grande expectativa, pois aprecio demasiadamente os filmes de Joe Wrigth, entre os mais famosos Orgulho e Preconceito, inspirado na obra da mestra Jane Austen. Ao sentar na cadeira do cinema, só me lembro de ter voltado a realidade quando os créditos subiram e pude respirar. Sufocante, assim o descrevo. Com excelentes atuações que vão desde a precoce Saoirse Ronan, no papel da jovem Briony, protagonista da trama, até o maravilhoso James McAvoy que delineou seu personagem de forma impressionante; passando inclusive por um amadurecimento no trabalho de Keira Knightley, Desejo e reparação mostra ao que veio, deixando o espectador em um estado permanente de aflição e emoção.

A trama se passa em um verão inglês, em dias exageradamente acalorados que deixam as personagens ainda mais à “flor da pele”. O caráter sufocante do filme deve-se muitas vezes a iluminação utilizada, assim como nos diálogos rápidos e precisos das personagens, que aparentam constante ebulição e restrição de seus sentimentos. O amor é distribuído em partículas de desejo, medo, engano, arrependimento... Eu imagino, nesse momento, se eu deveria realmente montar uma sinopse do filme aqui. Acho que não, pois ficaria menos apreciativo, com certeza. Vou apenas apresentar alguns outros bons motivos para assisti-lo.

Apesar de algumas críticas a respeito de uma certa confusão que o enredo produz (das quais discordo) o filme é realmente bom, segue uma linha deliciosa de raciocínio e tem a trilha sonora mais criativa do ano (Dario Marianelli é mestre!) que no final das contas ajuda a pontuar toda a história, logo, não fica confuso. Joe Wrigth trabalha com o melhor e o pior de cada personagem, - em três fases muito bem feitas e complexas - e torna esse filme encantador e digno de ser colocado entre os favoritos do público adorador de cinema (ou não)!

É esta, portanto, minha primeira indicação cinematográfica aos queridos companheiros de turma. Façam suas críticas!


O trailer: http://www.youtube.com/watch?v=e3iNfcvj_jA

2 comentários:

Desirée disse...

Já estava com vontade de assistir!
Agora VOU, com certeza!
mandou bem le :]

Senac Students disse...

belo post Lê! escreve muito bem!
E sim - eu fiz o cumprimento! hehe.